Dos setores que mais movimentaram a rede mundial de computadores em 2009, destacam-se os investimentos em publicidade online. Os sites brasileiros faturaram R$ 725 milhões com anúncios, de janeiro a outubro, apontando uma alta de 21,5% na comparação com 2008, segundo dados do projeto Inter-Meios, iniciativa do jornal especializados em publicidade “Meio & Mensagem”.
Os portais na internet são o quinto meio de veiculação de publicidade, responsáveis por cerca de 4% do total anunciado, liderado pelas emissoras de TVs. A expectativa é que o mercado de publicidade alcance uma participação de 5%, apresentando taxas de crescimento superiores a 30%, diz Sandra Turchi, da ESPM.
Para Reinaldo Martins, coordenador de marketing da Tray Sistemas, o potencial de crescimento dos negócios pela internet é grande. “Dos mais de 180 milhões de habitantes do Brasil, estima-se que apenas um pouco mais de 64 milhões possui acesso em casa, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros. Investimentos na expansão da banda larga possibilitando maior índice de acessibilidade por grande parte da população estão sendo em curso, infelizmente esse tipo de acesso ainda é muito caro no Brasil. No entanto, o potencial de crescimento dos negócios online é grande, o comércio eletrônico fechou 2009 faturando mais de R$ 10 bilhões. Enfim, quanto mais brasileiros tivermos navegando pela web, maior vai ser o investimento publicitário nesse meio e maior a possibilidade do surgimento de novas idéias com grande possibilidade de se tornarem grandes negócios.”
Em outros países a realidade é diferente, a exemplo da Inglaterra, onde a internet já está disseminada, os investimentos em anúncios online superaram os da televisão no ano passado, quando atingiram 1,9 bilhões de euros no primeiro semestre de 2009, diante de 1,6 bilhões de euros dirigidos à TVs, segundo informações do Internet Advertising Bureau (IAB).
Atraídas pelo aumento da audiência, as empresas devem ampliar neste ano a fatia do bolo publicitário destinada à internet. Assim como os anúncios nos portais, os links patrocinados nos sites de busca devem receber investimentos maiores neste ano. Se em 2009, quando a economia ainda estava comprometida pela crise econômica, o comércio eletrônico cresceu cerca de 30%, a expectativa é que a expansão seja ainda maior em 2010, impulsionada pela força da classe média brasileira.
Editorial Tray Informa 19
Com a proximidade do final do ano, o comércio eletrônico projeta um fechamento com 25% a mais no volume de vendas em comparação ao obtido em 2008, chegando a uma marca recorde de 10 bilhões de reais em faturamento. Esses números se acrescentados aos 6% de crescimento do varejo físico são uma boa resposta à crise econômica que virou pop star mundial nesse ano.
As datas especiais foram as grandes estrelas para o aumento das vendas. O Dia das Mães foi a primeira e faturou 440 milhões de reais e cresceu 20% em comparação ao mesmo período do ano passado. A segunda melhor data para o e-commerce esse ano foi o Dia dos Namorados, que cresceu 21% e atingiu os 393 milhões de reais em no volume de vendas.
Esperado pelos lojistas e pelos consumidores o Natal promete fechar o ano com chave de ouro em relação ao crescimento do volume de vendas. As datas referentes ao Dia dos Pais e Dia das Crianças também fecharam acima do esperado. O Dia dos Pais faturou R$ 405 milhões seguidos pelo maior faturamento do ano, que foi de R$ 450 milhões de reais referente ao Dia das Crianças que cresceu 25% em relação a 2008.
Os produtos mais vendidos durante o ano foram os livros, assinaturas de revistas e jornais. Em segundo lugar estão os artigos de saúde, beleza e medicamentos. Em terceiro lugar os produtos de informática, os eletrodomésticos ficaram em quarto lugar com um aumento considerável de vendas impulsionadas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Entre os principais fatores que estão contribuindo para o crescimento das vendas no comércio eletrônico nesse ano podemos citar o aumento do número de e-consumidores, principalmente os da classe C, que encontram cada vez mais facilidade na aquisição de computadores, acesso banda larga e cartões de crédito e ainda o ingresso de grandes varejistas tradicionais na rede como o Wal Mart e as Casas Bahia, o que aumenta a popularidade do comércio eletrônico.
Enfim, estamos no último semestre de 2009 e contamos com um consumidor mais habituado e experiente no que se refere a comprar pela internet. A conveniência de poder ter acesso a uma variedade muito grande de produtos, pesquisar preços e comprar com facilidade no pagamento sem precisar sair de casa certamente terá um grande peso na hora do consumidor decidir qual o melhor meio para fazer as compras nesse final de ano.
Leia o Tray Informa 18 na integra: http://www.tray.com.br/site/newsletter/edicao19_novembro2009.html
Após as especulações sobre o crescimento do e-commerce durante todo o ano de 2009, com a entrada de grandes redes de varejo no segmento, a presença da classe C na internet e a inclusão digital das micro e pequenas empresas, chegou à vez das grandes marcas no segmento de roupas e acessórios começarem a ver no comércio eletrônico uma extensão de seus negócios.
Algumas empresas já estão em testes de tecnologia e logística, mas enfrentam as dificuldades de aceitação por parte do consumidor brasileiro que não tem o costume de compras esses produtos pela internet. Embalados pela promessa do e-commerce para 2010, algumas lojas a exemplo da Loja Renner, prevê inaugurar até final de março de 2010 seu site, que venderá perfumes e relógios, além de camisetas.
Grandes nomes do comércio físico já estão presentes na rede como as Lojas Marisa e Hering, que optou pela comercialização de roupas masculinas, femininas e acessórios, vendidos pela Hering Web Store. Já o canal da Marisa na internet tem opções mais amplas, incluindo além de artigos de vestuário, relógios e itens de cama, mesa e banho.
Para Jose Galló, presidente das Lojas Renner, apesar do foco em perfumes e relógios, a Renner venderá também camisetas básicas nos tamanhos pequeno, médio e grande. Mas a falta de especificações técnicas nos tamanhos das roupas é o que dificulta as vendas de uma variedade maior de peças. “Vamos aproveitar nossa experiência com a venda de perfumes e cosméticos, dessa vez na internet. Há um grande interesse por parte dos nossos fornecedores no negócio, pela representatividade desses produtos em nosso faturamento”, afirmou.
Outra novidade é a entrada da Mesbla no e-commerce, após anunciar a falência nos anos 90, foi anunciado para maio de 2010 o início da sua operação exclusiva de vendas de produtos apenas pela internet. Para Pedro Guastí, diretor-geral do E-bit, o faturamento do setor este ano no Brasil deverá atingir R$ 300 milhões, ao passo que nos Estados Unidos a venda de roupas e acessórios movimenta US$ 20 bilhões. “A categoria de roupas e acessório ocupa a segunda colocação em volume de vendas, no Brasil está entre a 15ª e 20ª posição, isso demonstra o potencial de crescimento do setor”.
Reinaldo Martins, coordenador de Marketing da Tray Sistemas, comenta que o comércio eletrônico não é mais um promessa e sim um fato consolidado. “Vai ser uma questão de tempo para a maioria das pessoas preferirem comprar pela web do que no varejo tradicional, cresce o acesso domiciliar a computadores e internet nas classes mais baixas. As lojas virtuais estão entendendo cada vez mais as possibilidades e recursos que podem representar grandes vantagens para os consumidores e aumentar as vendas. Os empresários estão de olho no mercado, a Mesbla vai voltar para atender o público feminino que no Brasil já é responsável por 51% das compras online, em países como os Estados Unidos esse percentual já chega a 63%. Enfim, com a consolidação do comércio eletrônico, aumentam as possibilidades de atuação dos empresários e as vantagens para os consumidores.”
A internet está cada vez mais presente na vida dos brasileiros, que está se habituando a usar a internet não só para pesquisas e sites de relacionamento, mas também para fazer compras. O comércio eletrônico está ganhando espaço pela comodidade proporcionada de poder comprar sem filas, sem trânsito e sem precisar sair de casa e pelo numero de ofertas oferecidas na rede. Com isso, nos últimos 10 anos o e-commerce apresentou um crescimento de 15% em todo o território nacional, e para os próximos cinco anos, o aumento esperado é de 30%.
No ano passado o segmento apresentou um faturamento considerável de R$ 8,2 bilhões, a expectativa é de que esse ano esse valor atinja a marca dos R$ 10,5 bilhões. O aumento do faturamento está atrelado ao crescimento do numero de empresas que possuem lojas virtuais, 10 mil empresas brasileiras estão vendendo na internet, um número ainda tímido quando considerado que ele representa apenas 6% do total de varejistas do país.
O comércio eletrônico caiu no gosto do brasileiro, o segmento que em 2001 faturou R$ 540 milhões vai fechar 2009 faturando 10,5 bilhões, ou seja, não restam dúvidas sobre as oportunidades e o espaço que a Internet disponibiliza para o crescimento do varejo. A conseqüência desse crescimento é o constante aumento do investimento em publicidade na web, que em 2008 registrou um aumento de 44%, esse fato é natural, pois as empresas sempre direcionaram seus esforços publicitários para o meio de maior popularização. No Reino Unido já aconteceu que no primeiro semestre de 2009 o investimento publicitário na Internet já superou o da televisão.
Para Reinaldo Martins, coordenador de marketing da Tray Sistemas, o varejista que está planejando iniciar a sua atuação no comércio eletrônico a dica é investir principalmente na qualidade dos serviços de atendimento ao cliente e entrega de produtos. “Esses fatores interferirão diretamente na opinião que os clientes estabelecerão sobre o seu negócio e influenciarão na decisão da realização de uma segunda compra e indicação de sua loja para outros clientes”, conclui.