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Mesbla

Grandes lojas de departamento como Renner e Mesbla planejam lançar seus sites para compra de produtos em 2010. Algumas já estão em fase de testes de tecnologia e logística, mas enfrentam as dificuldades de aceitação por parte do consumidor brasileiro que não tem o costume de compras esses produtos pela internet.

Apesar do foco em perfumes e relógios, a Renner venderá também camisetas básicas nos tamanhos pequeno, médio e grande. Mas a falta de especificações técnicas nos tamanhos das roupas é o que dificulta as vendas de uma variedade maior de peças.

Para o presidente da empresa, Jose Galló, a experiência com a venda de perfumes e cosméticos será aproveitada na internet.
- Há um grande interesse por parte dos nossos fornecedores no negócio, pela representatividade desses produtos em nosso faturamento.

Após anunciar a falência nos anos 90, a Mesbla declarou que dará início a sua operação de vendas de produtos pela internet em maio de 2010. Segundo o diretor-geral do E-bit, Pedro Guastí, o faturamento do setor este ano no Brasil deverá atingir R$ 300 milhões, ao passo que nos Estados Unidos a venda de roupas e acessórios movimenta US$ 20 bilhões.

- A categoria de roupas e acessório ocupa a segunda colocação em volume de vendas, no Brasil está entre a 15ª e 20ª posição, isso demonstra o potencial de crescimento do setor.

Algumas marcas já estão presentes no comércio eletrônico, como as lojas Marisa e Hering, que optou pela comercialização de roupas masculinas, femininas e acessórios, vendidos pela Hering Web Store. Já o canal da Marisa na internet tem opções mais amplas, incluindo além de artigos de vestuário, relógios e itens de cama, mesa e banho.

Para o coordenador de Marketing da Tray Sistemas, Reinaldo Martins, o comércio eletrônico já é um fato consolidado. Ele acredita que, com o e-commerce, aumentam as possibilidades de atuação dos empresários e as vantagens para os consumidores.

- Vai ser uma questão de tempo para a maioria das pessoas preferirem comprar pela web do que no varejo tradicional, cresce o acesso domiciliar a computadores e internet nas classes mais baixas. As lojas virtuais estão entendendo cada vez mais as possibilidades e recursos que podem representar grandes vantagens para os consumidores e aumentar as vendas.

27 outubro 2009
Relacionado com: Comércio eletrônico / Tendências
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